Cine CORSA

CORSA inicia suas sessões abertas de cinema com estréia de documentário

Após a exibição de Sexualidade e Crimes de Ódio haverá debate com o diretor Vagner de Almeida

No próximo dia 30 de agosto, sábado, às 19h, o CORSA dá início a mais uma atividade inovadora: a exibição de filmes no telão de sua sede. Buscando recuperar a importância da formação de opinião através do acesso a boas obras cinematográficas, a idéia é criar um ambiente descontraído para apreciar o filme e, a seguir, debater seu enredo e estilo com as pessoas presentes.

Na primeira edição do evento, o acaso nos permitiu ter contato com o Vagner de Almeida, ativista carioca que alterna residência e atuação entre o Rio de Janeiro e Nova York, que finalizou recentemente um documentário de denúncia dos elevados patamares de homofobia no Brasil. A produção é do Prof. Dr. Richard Parker, companheiro de Vagner, que é pesquisador na área de sexualidade e HIV/Aids com extensa obra publicada sobre o assunto.

Abaixo, mais informações sobre o filme.

Serviço:
Cine Corsa - Sexualidade e Crimes de Ódio
Dia 30/08/08, às 19h
Rua Conde de São Joaquim, 179 - Bela Vista
(Veja como chegar clicando aqui.

O documentário “Sexualidade e Crimes de Ódio” é o primeiro filme alternativo dirigido e produzido por Vagner de Almeida e co-produzido por Dr. Richard Parker, autor de Corpos, Prazeres e Paixões & Abaixo do Equador, além de importante obra no campo da sexualidade e do HIV/Aids. Este documentário é um protesto diante da extrema brutalidade cometida contra os homossexuais no Brasil.

Desde que foram iniciadas as filmagens na região metropolitana do Rio de Janeiro, vários dos protagonistas dos filmes foram barbaramente assassinados por pessoas que ainda se encontram em liberdade, assassinando impunemente outras pessoas da comunidade homossexual.

No país, só nos primeiros meses de 2008 foram registrados 45 homicídios contra gays. Um ano de violência homofóbica preocupante, pois esses dados se referem apenas aos casos registrados nas delegacias de polícia e nos laudos dos hospitais. Muitas das vítimas sequer chegam a serem reconhecidas após a morte. São assassinadas simplesmente por serem gays, lésbicas ou transexuais.

Um grito de basta à intolerância é o que pretende este filme, dedicado a todos(as) que foram cruelmente assassinados no Brasil e no mundo.

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