Coluna da Thais

O colorido do ser

Era uma vez uma menina linda que esperava por seu amado. Quando esta completou seu 18º aniversário, um príncipe veio buscá-la. Depois de passar por diversos obstáculos, ele a beijou e a levou para o seu castelo, onde viveram felizes para sempre.

É por meio de histórias aparentemente simples como essas que muitos estereótipos são passados de geração em geração. Seja num conto de fadas ou em uma cena de um filme, pessoas agregam valores que acabam por delimitar nosso papel na sociedade contemporânea.

Homem faz isso, mulher faz aquilo e, quase irracionalmente, seguimos a vida que “ouvimos dizer”, sem poder escolher e saber o que realmente queremos para começar uma nova história.

Quem quer e tenta, por vezes consegue traçar um rumo diferente e,então, novas descobertas aparecem. O beijo. O toque. A paixão. O amor. Vivências únicas. A vida em si sai do trivial e vira colorida. O azul. O verde. O laranja. O vermelho. Tudo se torna uma possibilidade cheia de outras possibilidades incomuns.

Em contrapartida há também que se enfrentar, assim como o príncipe e a princesa, obstáculos. Desta vez, ao invés de dragões e bruxas, eles vêm por meio do preconceito, do medo, da violência, da solidão, da desigualdade, da injustiça, entre outros.

Quem dera um dia, as crianças do mundo possam ler, além das historinhas tradicionais, contos em que houvesse príncipes amando príncipes e princesas buscando por suas amadas. E, muito mais importante do que isso, fazer com que estes heróis e heroínas convivam com a diversidade não mais num castelo fechado, mas no mundo que cada vez mais está saindo do gueto para se tornar real e fazer do humano, um ser mais colorido.

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